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A HISTORIA DA TRANSEXUALIDADE
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CURIOSIDADE SOBRE A HISTORIA DA TRANSEXUALIDADE
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ALFRED C. KINSEY é considerado pelos historiadores o icone da pesquisa sexual do século XX, suas publicações sobre o comportamento sexual no homem [1.948] e o comp. sexual na mulher [1.953] ainda constituem um marco no entendimento da sexualidade. O termo transexual surgiu através de anotações do Dr. David O. Caldwell [psiquiatra] publicado em um jornal popular no ano de 1.949; neste mesmo ano Kinsey teve o primeiro contato com uma transexual de nome LOUISE LAWRENCE, que foi muito importante devido ao amplo relacionamento com transexuais nos Estados Unidos. Sua importância se deve ao seu enorme conhecimento e por levar ao conhecimento do Dr Kinsey que o seu caso não era um fato isolado mas que ela fazia parte de uma minoria que não tinha voz numa sociedade conservadora.
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A partir do fim da segunda guerra mundial os shows musicais ajudaram a difundir o uso do figurino trocado [homens com roupas de mulheres] Em 1.950 Kinsey começou a coletar materiais para estudar os travestis com a mesma intensidade que estudava os homossexuais, e em busca deste material humano ele procurou em jornais, revistas e com pessoas que conheciam alguém com este perfil para poder se dedicar a fundo no travestismo,conseguindo um levantamento com 152 pessoas com estas características. O trabalho conjunto de colaboração mutua de Louise Lawrence despertou o interesse em criar um movimento inicial dos direitos dos travestis, e assim foi criado um jornal para publicação que contou com a ajuda de advogados e simpatizantes da causa, inclusive Alfred Kinsey. Em 1.952 o jornal apareceu com o subtítulo de [JORNAL DA SOCIEDADE AMERICANA POR IGUALDADE EM SE VESTIR]. No ano de 1.949 Kinsey entrevistou VAL BARRY [pseudonimo] em São Francisco uma transexual que vivia como mulher e que desejava ser operada, e a partir deste encontro ele se juntou ao endocrinologista HARRY BENJAMIM e também a Louise Lawrence, este encontro ocorreu na Langley Porter Clinic.
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Em 1.952 Christine Jorgensen operou se na Dinamarca e se tornou atração sensacional no mundo todo, já em 1.956 Kinsey estava muito envolvido com a causa transexual cujo trabalho foi continuado por seus colegas Paul Gebhard e Wardell Pomeroy. Haviam duvidas sobre o interesse de Kinsey nas causas da sexualidade cruzada alguns autores sugerem que talvez sua orientação sexual avançada era devida ou a sua homossexualidade ou talvez a sua bissexualidade. De uma maneira geral Kinsey considerava a transexualidade como um fator psicológico e demonstrava simpatia para com os transexuais embora ele tivesse ressalvas em aceitar as cirurgias nos transexuais.
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Em uma correspondência de 1.940 de um transexual que desejava se submeter a cirurgia ele aconselhou a procurar um bom psiquiatra. Em 1.950 quando kinsey colaborava com Karl Bowman no caso da transexual Val Barry eles concluíram que não recomendariam a cirurgia porque a mesma não iria mudar as características sexuais secundarias nem tampouco resolver seus problemas. Kinsey não acreditava que a simples transformação da genitália masculina para a feminina poderia promover o orgasmo, assim ele aconselhou Val Barry a exercer a homossexualidade o que de modo algum convenceu a Barry uma vez que ela desejava realmente era efetuar a cirurgia, para assim se ajustar na sociedade .
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Achava Kinsey que as pessoas operadas não encontrariam empregos e isto o preocupava muito, assim por uma serie de fatores ele era contra a cirurgia embora sentisse simpatia pelos transexuais os aconselhava a viverem como mulheres mas sem se submeterem a cirurgia. Foi nas décadas de 20 e 30 que os hormônios masculinos e femininos foram descobertos e muitos estudiosos questionavam se homens e mulheres não tinham uma bissexualidade devido a mistura destes hormônios na sua forma liquida e deste modo mexerem com o comportamento sexual.
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Dentro desta possibilidade teórica e pratica Magnus Hirschfeld definiu 4 categorias de graduação sob a influencia hormonal: hermafroditas, andrôginos, homossexuais e travestis, pois para Hirschfeld e seus seguidores travestis e transexuais eram considerados como condições fisicas causados por desequilíbrio dos hormônios ou distúrbios constitucionais básicos .
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Esta visão de intersexo foi compartilhado pelo médico de Christine Jorgensen, eles chamavam seu transexualismo de transvestismo genuíno, portanto do mais alto grau. Apos ser operada Christine foi orientada por sua medica a divulgar nos EUA sua condição de bissexual para facilitar a divulgação e entendimento pela imprensa, [APARECEU A CONDIÇÃO QUE QUALQUER HOMEM OU MULHER PODEM SER 80% MASCULINO OU FEMININO].
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Christine admitia que mesmo nesta concordância de aceitar essa mistura de homem e mulher ela era diferente das outras, assim do contato de Harry Benjamin e Christine Jorgensen, ele se encantou com a pessoa de de Christine ficando na duvida se no corpo masculino dela haveria algum tecido feminino na supra renal ou de ovário.
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Em 1953 H.Benjamin publicou "sexo nunca é 100% masculino ou feminino" e nos seus trabalhos ele sempre colocava a influencia psicológica nas causas orgânicas.
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Os psiquiatras e psicanalistas da época se posicionavam que as identidades cruzadas de gêneros se deviam a distúrbios psicológicos resultantes da experiência da infância, o próprio Freud resistia parcialmente a teoria da bissexualidade, que também foi seguido por outros psicanalistas como Dr Sandor Rado.
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Em 1940 Sandor Rado publicou um trabalho sobre bissexualidade refutando a idéia de bissexualidade tanto em homens como em vertebrados. Até 1950 psicanalistas se preocupavam muito pouco em estudar "identidades sexuais cruzadas" se preocupando muito mais em identificar os diferentes tipos de perversão sexual.
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A partir de 1950 os psicanalistas e psicologistas tiveram um novo impulso em estudar o transexualismo e travestismo após a cirurgia de Christine Jorgensen onde tomaram uma postura contra as teorias biológicas que tentavam explicar a condição transexual uma vez que em C. Jorgensen não havia qualquer alteração somática ou genética em seu corpo.
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Assim caíam as teses uma a uma de alterações biológicas, perversões sexuais, problemas comportamentais na criação etc. etc. Nesta onda de mudanças Kinsey a partir de 1950 começou a admitir e a defender as variações individuais do travestismo ao transexualismo. Kinsey acreditava que a simples amputação do penis no transexual poderia manter o desejo sexual mas sem nenhuma possibilidade de orgasmo ou ejaculação, ele advogava a ideia que o transexual deveria ter somente relações homossexuais porem Val Barry não aceitou esta conduta ou este conceito e não se convenceu e escreveu para ele este texto:
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"SINCERAMENTE EU SINTO QUE TENDO UMA RELAÇÃO HOMOSSEXUAL COM ALGUÉM NÃO PROVA MINHA SALVAÇÃO E QUE SÓ A CIRURGIA ME FARIA AJUSTAR COM A SOCIEDADE". Kinsey também se preocupava que após a cirurgia o transexual poderia não encontrar emprego e até o final da sua vida hesitava em aceitar a cirurgia para os transexuais embora já aceitasse que transexuais não eram simplesmente pessoas que não se aceitavam com os seus corpos ou que eram homossexuais enrustidos, mas algo mais complexo do que isso. Em 1955 Kinsey admitia que qualquer pessoa tem o direito de decidir se deseja ou não fazer a cirurgia, este fato demonstra o quanto é necessário evoluir nos conceitos da sexualidade e da necessidade de explorar as subculturas do sexo desde a homossexualidade a prostituição.
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Assim Kinsey aceitou todas as formas de liberalismo sexual e de todas as variações sexuais desde que não envolva a coerção, ele postulou também a sua própria versão nas diferenças sexuais no homem e na mulher em relação ao cérebro, pois achava que o mesmo no sexo masculino era mais sensível e mais desenvolvido que o da mulher. A noção de identidade e comportamento do gênero eram socialmente ensinados e aprendidos como legítimos a partir das décadas de 60 e 70 e serviram como ponto de partida para os grandes movimentos feministas emergentes.
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