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ZONA DE PROSTITUIÇÃO EM BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
A Zona Grande é especializada no comércio do sexo, na rua e nos hotéis, desde a fundação de Belo Horizonte. A reportagem da Folha esteve na região para acompanhar a rotina das prostitutas que trabalham nos hotéis.
Há mais de mil prostitutas na região, que se dividem em 15 hotéis; decadentes, como o Castelo das Bruxas, com mulheres mais velhas, ou sofisticados, com mulheres mais novas e movimento.
A situação dos hotéis da Zona Grande é semilegal. Apesar de a prostituição não ser crime no Brasil, o Código Penal prevê punição para o lenocínio - exploração de serviços sexuais por terceiros. Em caso de condenação, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
A profissional paga uma diária fixa que varia de R$ 10 a R$ 30. Ela recebe o cliente no quarto e negocia com ele o serviço e a quantia. A prostituta fica na porta do quarto em diferentes estágios de nudez. Algumas ficam sem roupa, mas a maioria usa calcinha e sutiã, ou apenas um deles. Quase sempre elas usam lingerie provocante.
Os homens passam pelos quartos, escolhem uma mulher e negociam na porta o preço e o serviço. Se houver acordo, entram.
A mulher atende a quantos clientes quiser ou necessitar. Do arrecadado, a prostituta paga a diária e fica com o restante.
Num dia bom, ganham no mínimo R$ 80. O programa mais comum é o sexo oral. O preço varia de R$ 5 a R$ 10. Em dia ruim, elas aceitam R$ 3 ou até vale-refeição.
As prostitutas tentam gastar o menor tempo possível com o cliente, fazendo com que o cliente chegue ao orgasmo durante o sexo oral.
(Folha on line, 12/11/2000).
A reportagem acima já está com os preços desatualizados. Nos locais onde há mulheres jovens, atualmente o programa mínimo começa com o valor de R$20,00.
Já a prostituição fora da Zona Grande é bem mais cara. As garotas de programa cobram valores que variam entre R$60,00 e R$200,00 ou mais. E as que anunciam na internet, em geral, cobram mais caro do que as que só anunciam nos jornais.
Veja algumas destas.
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